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Não é novidade para muitos de vós que o traço do Tony Taka é um dos meus favoritos. Como tal, há muito que desejava ter uma figura proveniente de um dos universos por ele concebidos. Para além da obsessão inexplicável pela Blanc Neige e da Rufina que tenho encomendada andava a namorar uma Kureha. A questão prendia-se apenas no fabricante: Max Factory ou Kotobukiya? A da Max Factory é mais vibrante, detalhada e tem acabamentos mais limpos mas a da Kotobukiya é melhor a nível de preço e, desde que uma pessoa saiba de antemão exactamente aquilo a que vai, é o ideal. E ontem, numa visita à Naraneko, não hesitei e trouxe-a para casa.

A nível de expressão está bastante semelhante ao desenho original. Diria até quase idêntica. Falta talvez um pouco de cor nas maçãs do rosto mas não me queixo do resultado final. O olhar meigo está lá assim como a sugestão de um sorriso tímido. Aproveito já para falar da fita no cabelo: podia estar mais fina e mais detalhada. O PVC está um bocadinho bulky e rugoso. Mas gosto do ligeiro brilho pérola.

Esta imagem está um bocadinho desfocada (andei a brincar com a abertura de lente – obrigado Gaps! – e deu mau resultado; se podia corrigir? Podia, mas não me apeteceu). Contudo dá para ter uma ideia geral da figura.

As cores são um pouco monocromáticas. Um bocadinho de sombra nos amarelos não estragava em nada o resultado final. Mas a sensação de movimento compensa.

E gosto do contraste que o amarelo faz com as tiras. Outra crítica: o cabelo não acompanha bem o movimento do corpo. É um bloco de PVC com alguns detalhes. Saliento que esta figura saiu pela primeira vez em 2008 e que a Kotobukiya só começou a mostrar melhoramentos nos cabelos há bem, bem pouco tempo.

Admito que estive a brincar com o arco antes de o colocar na figura.

As coxas estão muito bem definidas. Contudo notam-se algumas imperfeições na pintura das tiras que presumo sejam de couro no desenho original. Vêm como passa do rebordo? Ao longe não se dá por isso.

Pormenor da faixa colocada na cintura e de uma escultura algo messy nos calções.

Mas isto compensa tudo, não compensa? E só agora é que reparei que ficou ali um bocadinho do plástico protector!

O peito também está realista. Nota-se que tem movimento, não está estático/artificial.

Outra desfocada!

E é isto, meus caros. Com a Kotobukiya, e ainda por cima com a Kotobukiya de 2008, não se sabe nunca muito bem com o que contar. Mas repito, se uma pessoa está preparada para algumas incongruências é sempre uma boa aposta. Não me arrependo de ter comprado esta Kureha (embora ainda ande a sondar a da Max Factory). Serve o seu propósito. E agora venha a Rufina!

6.5/10