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Artigo de 2009

Bokura Ga Ita centra-se numa rapariga de quinze anos, Nanami, e na relação dela com o rapaz popular da escola, Yano. Só que as coisas não são tão simples quanto parecem, porque Yano vem com um passado trágico atrás – a morte da antiga namorada num acidente de carro, em plena traição, e consequentes pontas soltas e remorsos. Embora pareça que a relação está amaldiçoada desde o início por causa do carácter depressivo e contraditório de Yano, Nanami tenta ao máximo compreendê-lo e exorcizar os fantasmas do passado. Mas será assim tão simples?

A princípio entusiasmei-me muito. Embora me tenham dito para, por amor da minha sanidade mental, não ver, depois de ter visto recomendado no Anime Planet na página de LoveCom resolvi experimentar. E diga-se que tenho um bom estômago para coisas deprimentes. Até certo ponto. Acompanhei os altos e baixos da relação da Nanami e do Yano, tive paciência para as demasiadas reflexões dela, mas comecei a perdê-la quando o Take se começou a meter ao barulho. A partir do episódio 20, 21, dá uma sensação de… como se já estivessem a inventar coisas para tornar a série ainda mais deprimente. Coisas que não tinham necessidade de acontecer, tendo em conta o rumo aparentemente agradável que o par estava a conseguir percorrer. Portanto, parei no 21. O meu estômago para coisas deprimentes não dava para mais, era tortura estar a forçar-me a ver a série até ao fim e a pôr-me deprimida por causa de bonecos que não se entendem.

(Que são muito mais que bonecos, estou a tentar ser superior a isto, ok?)

Ponto alto: os momentos à laia de intervalo com as amigas da Nanami, os We Were There Too. Engraçados!

O verdadeiro ponto baixo da série, e tenho pena de o escrever, é a Nanami. É chata, complicada, neurótica e demasiado tímida para o seu próprio mal. Tem imensos momentos de introspecção, demasiados, aliás; e quando está prestes a dizer ao Yano que não concorda com isto ou com aquilo, ele sorri para ela e ela pensa “OhmeuDeuseleétãobonito” e fica tudo bem. E depois arrasta o problema. E depois temos introspecções de dez minutos. Do género ele lhe querer oferecer um chupa (exemplo inventado) e ela passar o resto do episódio a pensar:

a) porque é que ele lhe quis dar o chupa;

b) se ela devia aceitar o chupa;

c) que ele era muito contraditório, quando há cinco segundos a tinha chamado parva e agora lhe estava a dar um chupa;

d) se era mesmo correcto aceitar o chupa com tanta gente a ver;

e) que ele era muito bonito e que cada vez gostava mais dele;

f) e depois de comer o chupa, será que ele se vai embora por causa da morta?

Este tipo de coisa. Pode ser extenuante.

Overall: 3,8/5