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Artigo de 2009.

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Esta série foi, para mim, uma surpresa. Depois de ouvir opiniões de uns a dizer que não prestava e críticas de outros a dizer que era o melhor shoujo que tinham visto, resolvi ver com os meus próprios olhos e chegar às minhas próprias conclusões. Acabei do lado dos que dizem que é o melhor shoujo que anda por aí.

Aihara Kotoko é uma aluna da turma F (as turmas são organizadas por médias; os melhores estão na A e assim sucessivamente), a típica personagem feminina de anime, cabeça no ar mas com um coração generoso. Tem uma paixoneta pelo melhor aluno da escola, Irie Naoki mas, quando lhe tenta entregar uma carta a confessar o que sente, é recusada e humilhada. Naoki tem uma atitude altiva, orgulhosa, fria e impenetrável que magoa Kotoko, fazendo-a tentar mudar de ideias. Nessa noite, um terramoto deita a casa dela abaixo e ela e o pai vêem-se forçados a depender da amizade de um amigo de longa data, que lhes oferece alojamento na sua casa. Para surpresa de Kotoko, o amigo do pai é o pai de Irie Naoki, ou seja, vão viver os dois debaixo do mesmo tecto enquanto a nova casa não estiver pronta. E o resto é história (que felizmente não acaba quando acontece alguma coisa!).

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A série tem tudo para ser cliché, e, no fundo, até o é: mas consegue atingir uns níveis de doçura tão bons que se torna inesquecível. Envolvi-me completamente. Nos últimos episódios estava com um sorriso parvo na cara, queria mais, mais, mais. Costumo gostar muito de personagens frios que vão mostrando sinais de afecto e emoção de vez em quando… género o Takumi de Nana, embora num estilo diferente. Há ser frio mas fiel e há ser frio e dormir com tudo o que mexe, mas isso é outra história (que espero que se resolva). Só não dou 10/10 por causa das cenas de homens a dar estaladas em mulheres, que acho que pronto, é um bocadinho demasiado.

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Itazura na Kiss também tem toda uma aura especial à sua volta por causa da morte da autora, Kaoru Tada, que nunca chegou a terminar a manga. A série foi produzida com autorização do marido de Kaoru Tada, ao qual ela revelou como planeava acabar a história. Daí ser ainda mais especial.

Dou 9,5/10. Os personagens não são nada de especial, mas … é daquelas situações em que se tem de ver para perceber. E ou se gosta muito ou se odeia.

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