Tags

,

Ai no Wakakusa Monogatari é, nada mais, nada menos, que a adaptação anime do clássico literário Little Women, de Louisa May Alcott. O primeiro artigo que fiz nesta categoria também foi sobre uma adaptação literária portanto já podem tirar algumas elacções sobre o tipo de infância (maravilhosa) que tive.

Passemos então à história. A Guerra Civil Norte-Americana serve de fundo a este drama familiar no qual Margaret (Meg), Josephine (Jo), Elisabeth (Beth) e Amy são as personagens principais. Após a partida do pai para a guerra vêem-se a morar sozinhas com a mãe e a ter que aprender a lidar com as agruras do dia-a-dia sem uma figura masculina no lar (que, como todos sabemos, nesta altura era quem providenciava grande – se não a totalidade – do rendimento). Inspiradas nos ensinamentos do livro The Pilgrim’s Progress, de John Bunyan, cada uma das irmãs tenta o seu máximo para seguir um rumo isento de vícios e maldade, praticando o bem e ajudando o próximo. O problema? O problema é que a adolescência é uma chatice e os nossos traços individuais acabam sempre por entrar em colisão com o ideal que pretendemos atingir.

No caso de Meg é a vaidade e a vergonha que sente por ser mais pobre que as amigas; Jo é extremamente individualista, inteligente e ambiciona ser escritora, algo pouco habitual para as mulheres de então; Amy é extremamente mimada e egoísta. Apenas Beth é pura de coração… e no final acaba por pagar isso, de certa forma. Mas claro que o anime não dá lugar aos acontecimentos trágicos do livro! Ao longo da história as irmãs vão aprendendo a conciliar os seus defeitos com as suas virtudes, chegando ao patamar da idade adulta.

Como personagens temos ainda Laurie, vizinho do lado e melhor amigo de Jo, a mãe das raparigas e já não me lembro se aparece o Mr. Brooke, embora faça todo o sentido que apareça. Também já não me lembro até que ponto o anime é fiel à história mas creio que os pontos principais estão lá. Pelo menos lembro-me da Jo cortar o cabelo e do episódio em que o pai das raparigas regressa da guerra.

A nível de animação… bom, como podem ver pelas imagens é um estilo de animação típico para a época. Talvez um bocadinho mais abaixo do que era habitual. Mas para uma rapariga de seis anos como eu isso não importava. O que importava eram as histórias e o que elas me ensinavam e estas ensinavam mesmo. Aprendi bons valores e vi como seria a minha vida se seguisse as pisadas da minha personagem favorita: Jo March. Ainda hoje ambiciono ser como ela, ter aquele espírito moderno e destemido. Tirando a parte de ser escritora, porque tenho zero criatividade e génio.

Ai no Wakakusa Monogatari contou com uma sequela, Ai no Wakakusa Monogatari II que corresponde ao livro Good Wives da mesma autora. Narra a vida de casadas das irmãs e os seus diferentes projectos. Não é bem a mesma coisa. Quer dizer, para uma criança não é bem a mesma coisa. Para uma adulta tratam-se de duas fases da vida bastante diferentes, cada uma com as suas características e pontos de interesse.

Para terminar, aqui fica o tema de abertura! O que passava cá em Portugal era só instrumental. Ficam com a versão alemã.