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Este é outro anime inspirado num clássico literário norte-americano. A série foi transmitida em 1986 – no ano em que nasci – e passou em Portugal, se não me engano, no início dos anos 90. Devia ter uns cinco, seis anos quando a vi.

O livro é de Eleanor H. Porter e foi publicado em 1913.

Pollyanna conta-nos a história da menina com o mesmo nome. Recentemente órfã é forçada a ir morar com a tia, Polly, uma mulher fria e sem nenhuma alegria de viver. Por sua vez Pollyanna é a alegria em pessoa. Apesar da tragédia lhe ter batido à porta tão cedo consegue estar sempre bem disposta devido a um jogo que faz consigo própria: arranjar sempre, sempre algo que a faça feliz no dia-a-dia. Assim, com a sua alegria contagiante, consegue conquistar todos os que a rodeiam, incluindo a austera tia, o misterioso Mr. Pendleton (que, segundo Jimmy Bean, tem um esqueleto dentro do armário) e a triste Mrs. Carew. Infelizmente a vida de Pollyanna põe-na à prova com uma tragédia demasiado grande para ser ultrapassada. Mas são os novos amigos da rapariga que a vão ajudar.

É uma história de amizade, ternura e sobre encontrar aquele fiozinho prateado quando os dias nos parecem mais cinzentos. Não me ensinou nada porque sou naturalmente pessimista e não consigo, por mais que tente, ter uma boa disposição assim tão contagiante. Não foi um Little Women. Mas é uma série que ainda me traz muito boas memórias.

O livro também tem uma sequela que em Portugal foi publicada com o nome Pollyanna Cresce. Original. Nele, Pollyanna é uma adolescente que se encontra no meio de um triângulo amoroso com os seus amigos de infância. Uma história menos mágica e mais cliché, portanto.