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Esperei este filme com imensa antecipação, não escondo. A minha história com K-ON! é uma história curiosa: a princípio meti na cabeça que ia odiar por não ter qualquer história e se basear em moe, comecei a ver só para tentar compreender o hype e acabei num ponto em que, bom, tenho um set completo de Nendoroids e um quase completo de figuras à escala da Max Factory. Fui contagiada pelo moe. Mas não só por isso. K-ON! é a série ideal para se ver em tempo de aulas: não tem história e baseia-se nos laços de amizade criados entre as cinco raparigas. Só isso. E julgo ser essa simplicidade e ternura que tanto apela aos fãs.

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Ao ver as notícias sobre as receitas de bilheteira que o filme atingiu no Japão, a minha curiosidade aumentou. Portanto foi com uma grande expectativa que, no voo de regresso para Lisboa, comecei a ver o filme. Sabem o que se diz quando se começa algo com grande expectativa, não é? Que as probabilidades de se sair desapontado são enormes. E, de certa forma, foi o que aconteceu. De certa forma…

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O filme é uma continuação do episódio extra da segunda temporada. Ritsu, Mio, Yui e Mugi estão prestes a acabar o secundário e querem fazer algo especial para o comemorar. Surge a ideia de uma viagem e o destino, Londres, é escolhido de maneira algo insólita, como é habitual. Junta-se à festa Azusa, personagem à qual as restantes querem oferecer algo que represente o que sentem por ela. E basicamente é isto. Como é habitual em K-ON! o enredo é simples. São as pequenas situações que se geram à medida que este se vai desenvolvendo que são especiais.

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A animação está excelente. Talvez condene um pouco o uso excessivo de CGI mas, se uma pessoa fechar os olhos, passa quase despercebido. Londres está recriada ao pormenor até em coisas mínimas como sinais de saída e indicações no aeroporto.

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Então porquê o meu desapontamento se todos os ingredientes habituais de K-ON! estão presentes no filme? Bom, os momentos de humor parecem algo forçados. Tão depressa resultam como falham redondamente, não são consistentes como é o caso na primeira e segunda temporadas. Também notei que o moe foi levado ao extremo através da Azusa, que, se K-ON! alguma vez tivesse uma protagonista, se poderia dizer que era a personagem principal deste filme, juntamente com Yui. Nota-se que as restantes estão um pouco em segundo plano. E isso não é bom, já que um dos pontos fortes da série é, precisamente, não ter apenas uma ou duas personagens principais.

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Contudo, são uns momentos bem passados que deixam uma sensação boa no espectador. E esse, no fundo, é o principal objectivo portanto posso dizer que a missão foi cumprida. Mesmo que com alguns buracos na estrada. E agora impõe-se a pergunta inevitável: será mesmo este o final de K-ON!?

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