Tags

, , , , , , , , , , , , , , ,

Bom, isto foi uma tremenda perda de tempo.

É certo que a OVA pareceu incompleta e que uma adaptação em formato série seria necessária para melhor explorar a história mas oito episódios são muitos para contar uma história tão simples. E o que acontece quando se tem muito episódio e pouca história? Estica-se e inventa-se.

A série tem a mesma história base que a OVA: Kuroi Mato, uma rapariga simpática, conhece Takanashi Yomi e imediatamente decide que vão ser amigas. Contudo Yomi encontra-se presa a Izuriha Kagari, que exerce sobre ela uma forte pressão psicológica. Entram em cena Black Rock Shooter, Dead Master e Chariot, os alter-egos das raparigas que absorvem toda a sua dor e infelicidade num mundo alternativo, lutando até a eliminar. Até ao oitavo episódio são introduzidas novas personagens (todas raparigas) e o cerne da série acaba por não ser nem Black Rock Shooter, nem Dead Master, nem Black Gold Saw mas sim a pequena Strenght. Cuja história devia apelar mais ao sentimento do que apela. Uma pessoa já pensa “Pronto, está bem, sofres muito coitadinha”.

Mas até aqui tudo bem: é um conceito interessante o de termos, num universo paralelo, alter-egos que absorvem toda a nossa dor e lutam pelo nosso bem-estar contra os alter-egos daqueles que nos fazem sofrer. O erro em Black Rock Shooter foi juntar os dois universos num só. A certo ponto na série Kuroi interage com Black Rock Shooter e o mundo real funde-se no mundo alternativo. É necessário à conclusão da história mas toda aquela ideia interessante cai por terra. É, na minha opinião, o grande ponto fraco da série. Esse e o levar situações banais ao extremo.

A mensagem final é que todos (todas?) temos que passar, obrigatoriamente, por maus momentos e que eles nos ajudam a crescer. Que fugir é tomar o caminho mais fácil e que, ao fazê-lo, podemos estar a fazer terceiros sofrer. Mas são oito episódios penosos até esta conclusão ser atingida. Personagens fracas, muito exagero, muito drama forçado.

Contudo há dois pontos muito bons em Black Rock Shooter: a animação e a banda-sonora. O uso de CGI roça o perfeito e, tendo deixado de ver a série pela história ao terceiro episódio, continuei pelo puro deleite que é ver as cenas passadas no mundo alternativo. É animação a um nível muito elevado. A banda-sonora capta na perfeição as cenas mais emocionantes. Se as falas das personagens fossem reduzidas a metade e se deixasse a música falar o efeito seria muito mais forte. Porque de resto… tremenda perda de tempo, mesmo.

Nem a Yuu gostou de fazer parte do elenco.

5/10.