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Ichinose Ren é o rapaz popular da escola. Todas as raparigas se juntam para o ver passar durante o período de almoço e, quase todos os dias, recusa uma confissão. Kinoshita Nineko é uma dessas raparigas: admira o aspecto físico de Ren, a sua postura, e junta-se às suas amigas para o ver passar. Mas, a partir do dia em que trocam as primeiras palavras, Nineko apercebe-se que o que sente não é apenas admiração e embarca assim na viagem emocional com altos e baixos que caracterizam geralmente os amores da adolescência. Contudo há dois contras: quando confessa os seus sentimentos, Ren responde-lhe que já tem namorada; o outro é o aparecimento de Andou Takumi, melhor amigo de Ren, que desenvolve sentimentos por Ninako.

É uma história shoujo banalíssima que, contudo, se diferencia das restantes por colocar o leitor a 100% dentro da cabeça da personagem principal. Isto é conseguido pela inclusão de imensos diálogos internos, um pouco à semelhança do que acontece com Bokura ga Ita. E, julgando pelo trabalho mais recente da autora, Ao Haru Ride, conclui-se que é uma característica particular da mesma.

Mesmo assim, e embora seja uma leitura bastante agradável, não está isento de problemas. O maior de todos, para mim, foi a falta de consistência no desenrolar da história. A Ninako do primeiro capítulo não tem nada, nada a ver com a Ninako do quarto capítulo, quer a nível de personalidade, quer a nível de traço. É evidente que este último aspecto vai sendo melhorado ao longo do manga. Não estou a condená-lo: num dos meus manga favoritos, Ouran High School Host Club, isto acontece de maneira ainda mais óbvia que em Strobe Edge. Mas em Ouran é apenas o traço que não é consistente. Em Strobe Edge são as próprias personagens. E certos elementos da história são resolvidos de forma absurda como, por exemplo, e não quero entrar em spoilers, a situação da namorada de Ren. Leiam e perceberão o que quero dizer.

No final deu a sensação de ser um ensaio para qualquer coisa. Para Ao Haru Ride? Veremos. Outra coisa curiosa que reparei, e provavelmente estou a fazer teorias mirabolantes, é que a autora, Sakisaka Io, deve ser uma grande fã do trabalho de Yazawa Ai. Por vezes o traço é semelhante, sobretudo nos perfis dos personagens masculinos e… bom, o personagem principal chama-se Ichinose Ren, não é?

8/10. Não é o melhor shoujo de sempre e é bastante inconsistente mas gostei muito de o ler.